SalaGeo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Crônica Visual do Rio

" Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro "
Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936", de George Ermakoff "esta sendo lançado para o deleite dos amantes da historia urbana do Rio de janeiro .
O salageo publica a seguir algumas fotos dele... mas se você tem curiosidade sobre o assunto é só ir ao google imagens e pesquisar Augusto Malta fotos
Cortiços no centro da cidade antes da abertura da Avenida Central / atual Rio Branco
Avenida Central /atual Rio Branco/ na época da inauguração 1904/6
Avenida Atlântica em 1926 já com o Copacabana Palace pronto.
Se você tem curiosidade sobre o assunto é só ir ao google imagens e pesquisar Augusto Malta fotos

terça-feira, 26 de maio de 2009

Terça Poética (15)


LUZES

Só um punhado de estrelas
não me basta.

Quero vê-las, todas.
Acordem e vejam junto a mim! Essas luzes
vêm do céu.

Uma única lâmpada acesa
não afastará o abismo. Acordem e vejam!
Sombras batem à porta.

Acendam todas as luzes, agora!
E vejam!
A fadiga, o descanso,
a sorte, tudo faz parte de um emaranhado
de estrelas.

Respirem, e sintam:
-Essa vida tem gosto, tem cheiro,
tem formas, tem idéias
( e luzes).


(Viviane de Sales)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Nordeste semi-árido

Aproveitando o assunto em estudo, no momento, nas turmas de terceiras séries/ Climas do Brasil e Massas de Ar/ o Salageo coloca em evidência aqui neste espaço , a região mais sofrida e problemática do Brasil : A Região do Semi-árido Nordestino.
Neste primeiro post serão reunidas informações para responder a pergunta mais freqüente dos alunos em sala de aula: Por quê, ao contrário das demais regiões do pais de climas úmidos, o interior do Nordeste tem clima Semi-árido ?
O Sertão Nordestino, também conhecido como “Polígono das Secas “, compreende hoje uma área de 969.589,4 Km2 delimitada geograficamente pelo Ministério da Integração Nacional que utiliza como critério três variáveis: precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 mm; índice de aridez de até 0,5 e risco de seca maior que 60%. O que caracteriza a aridez desta região não é tanto , o baixo volume de chuvas / entre 500 e 800mm/ mas a irregularidade das precipitações, sendo imprevisível a ocorrência de chuvas sucessivas, em pequenos intervalos. Mas por que isto acontece?
No geral , podemos dizer que as principais causas da seca do nordeste são naturais pois a região está localizada numa área em que recebe pouca influência das massas de ar úmidas que atuam sobre o país.Vejamos como cada uma delas se comporta sobre a região: A Massa Tropical Atlântica, que atua, sobretudo no litoral, é impedida pelo Planalto da Borborema de avançar para o interior e produzir chuvas abundantes no sertão. A Massa Equatorial Continental, originada na Amazônia não se movimenta muito mas pode alcançar ocasionalmente o semi-árido, em sua porção oeste, de novembro a janeiro. A Massa Polar Atlântica, vinda do Sul do país, durante o inverno, pode produzir chuvas abundantes no litoral Nordestino mas pouco expressivas no interior dos estados. As maiores chances de chuvas acontecem no final do verão e outono quando as massas Equatoriais úmidas do atlântico penetram pela região, reflexo direto da movimentação da Zona de Convergência Intertropical.
Segundo Ab’Sáber (2003), no semi-árido predominam temperaturas entre 25 e 29 ºC, o que faz com que o Sertão se assemelhe a semi-desertos nublados, entretanto, logo após as primeiras chuvas, árvores e arbustos de folhas miúdas e múltiplos espinhos protetores entremeados por cactáceas reverdecem. Segundo o referido autor, isso decorre da existência de água na superfície dos solos em combinação com a forte luminosidade da região, fato que restaura a funcionalidade da fotossíntese. Abaixo :duas cidades na Paraíba / Piancó a esquerda no período da seca e Monte Horeb a direita , no período das chuvas .









" o Polígono das Secas é uma das regiões semi-áridas mais povoadas entre todas as terras secas existentes nos trópicos ou entre os trópicos, visto que nessas outras áreas a população se concentra em alguns oásis e no semi-árido é distribuída ao longo de todo o território” Observação do geógrafo francês Jean Dresch, quando esteve na década de 1970 . Na verdade hoje esta região inclui 1.133 municípios e uma população em torno de 21 milhões de pessoas.

Qual seria então, o impacto da ação de tão grande população sobre um ecossistema tão frágil?
Participe deixando seu comentário crítico logo aí abaixo nos comentários e aguarde o próximo post sobre a região ainda esta semana.....

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Crescimento de gigogas na lagoa das Taxas




A Lagoinha das Taxas, parte integrante do parque municipal Chico Mendes, no Recreio dos Bandeirantes, está com proliferação descontrolada de gigogas. O problema acontece já que o local é utilizado como vaso sanitário da região, onde tanto o valão das Taxas, como o sistema de águas pluviais, despejam esgoto sem tratamento em suas águas.

Infelizmente, a gestora da unidade de conservação, a secretaria municipal de meio ambiente, não tem tomado qualquer iniciativa para o controle da situação e a lagoa está se transformando num pasto de gigogas.

O lançamento de milhares de metros cúbicos de esgoto sem tratamento na Lagoa de Jacarepaguá produz as condições ideais para a proliferação descontroladas de cianobactérias potencialmente hepatotóxicas, que escorrem para a praia da Barra da Tijuca.

quarta-feira, 20 de maio de 2009



Mais uma Quarta e estamos aqui com o DICAS DE VESTIBUBAR ANDRADE"S pra deixá-los bem informados sobre o vestibular. Hoje é o último dia para a adesão das universidades que utilizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em substituição total ou parcial ao vestibular.

Inscrições para o exame estão previstas para começar em 15 de junho.



Os estudantes que quiserem disputar uma vaga em uma dessas instituições deverão participar da edição 2009. As inscrições para o exame estão previstas para começar em 15 de junho.



O Ministério da Educação apresentou quatro possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição.

Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada instituição de ensino superior divulgará em seus editais em qual formato participará em cada curso.

Veja a posição das universidade federais do Rio de Janeiro:

Universidade Federal Fluminense (UFF) O Enem será usado para compor parte da nota da 1ª fase. A nota do Enem servirá como bônus de 10% a 15% para compor a nota da 2ª fase de alunos das redes públicas.

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Adotará o Enem como fase única já em 2009 e para preencher vagas remanescentes.

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Adotará o Enem como fase única e para preencher vagas remanescente já em 2009.

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adotará o Enem como 1ª fase

As provas do Enem estão marcadas para 3 e 4 de outubro. O exame será composto de uma redação e de 200 questões de múltipla escolha de quatro disciplinas (linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e humanas). A matriz da prova já está disponível para consulta no site do Ministério da Educação (http://portal.mec.gov.br).

fonte: Zero Hora e G1

Um grande abraço e até a próxima semana!



domingo, 17 de maio de 2009

O Preço do Progresso

Vejam este exelente trabalho de pesquisa e edição feito pelo aluno Bruno Duarte que mostra as transformações da paisagem natural do Rio de janeiro sofridas com o processo de crescimento urbano .

sábado, 16 de maio de 2009

Consequências da crise no Brasil


Alô pessoal que vai fazer vestibular ! Alô pessoal em geral interessado em entender um pouco desta crise econômica que amedronta o mundo. A seguir trechos de um artigo publicado num portal para administradores com a analise do economista Gilberto Brandão Marcon.
"Tentar entender as conseqüências da crise internacional em torno do Brasil implica fazer uma dupla avaliação, onde se poderia dividir a questão em frente interna e frente externa....O ponto inicial é definir o foco emissor da crise...estamos importando compulsoriamente a crise atual.A onda fez estágio na economia norte- americana antes de se por em movimento pelas praias de todo mundo. Eis a atual situação do motor econômico do planeta( E.U.A.). Vai mal, precisa de enormes reparos, e enquanto o conserto não produz resultado o mundo se realimenta com esta crise....
Por aqui a crise aportou no último trimestre de 2008; (1)desde então, a partir de dados do CAGED, o mercado formal desde novembro último perdeu 797,5 mil empregos, para um total de 30 milhões de brasileiros com carteira assinada. Tais dados encontram eco em outros do IBGE que apontam que houve acréscimo de 20,6% no contingente de desempregados de dezembro a janeiro, com a taxa de desemprego saltando de 6,8% para 8,4% da população, de modo que a população desempregada passou de 1,6 para 1,9 milhões (em seis áreas metropolitanas pesquisadas)....(2)dados do IBGE referentes à produção que informou que a economia brasileira teve, no quarto trimestre de 2008 em relação ao terceiro, uma queda no PIB de 3,6%, que se trata do maior recuo da série histórica iniciada em 1996..e sua influência sobre o saldo da Balança Comercial.(3)Contribuiu de modo direto em torno de tais indicadores a retração do crédito para o mercado interno brasileiro, que por seu lado decorreu da crise de confiança que se proliferou a partir de intensificação do fator aversão ao risco que se proliferou retendo, assim, recursos antes disponíveis para crédito, tornando os fornecedores de crédito mais exigentes em relação às condições de empréstimo para os tomadores, tais como a diminuição do prazo almejando reduzir risco. Outra decorrência foi um aumento da taxa de juros por conta da escassez inerente não à falta de recursos, mas ao aumento da aversão ao risco de emprestá-lo. Seja como for, inibiu um dos principais fatores que contribui para o recente crescimento econômico, a expansão do crédito...(4)Por fim, há que se avaliar que no mundo globalizado ligado pela rede mundial as informações têm um fluxo muito rápido, e a crise tende a se refletir cada vez com maior rapidez. Entretanto, cabe destacar o papel crescente da intervenção do gestor público, e a retomada da concepção da importância da atuação do Estado na economia. O fato é que se hoje não temos uma repetição de 1929 é porque houve uma profunda evolução teórica e prática na atuação da gestão pública, pois esta tem sido e haverá de ser o fator diferenciador na redução dos efeitos deletérios da atual crise, assim como será o possível catalisador que conduzirá a economia na direção de nova onda expansiva. "