SalaGeo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jovens e Idosos no Brasil /Censo 2010

Continuando com a série de postagens sobre os resultados do censo 2010 o salageo publica hoje a análise da Distribuição Etária da população brasileira atual



Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos

"A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.

A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010. A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.

Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.

A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010."

Fonte IBGE

Veja como era a distribuição etária do brasil há 50 e 10 anos atrás ....

Agora veja como ela é hoje e a projeção para os próximos anos....



domingo, 26 de junho de 2011

Mais mulheres do que Homens no Brasil/ Censo 2010

"País tem 96 homens para cada 100 mulheres

Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

A diferença entre o número de mulheres e homens na população aumentou nos últimos 10 anos, informou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os primeiros resultados definitivos do Censo 2010, realizado entre agosto e outubro de 2010, em 5.565 municípios brasileiros.

A diferença entre homens e mulheres, no entanto, não reflete o número de nascimentos. Hoje, nascem mais meninos que meninas nas maternidades. Essa relação, entretanto, muda na faixa dos 25 anos. A explicação: os homens estão mais expostos à violência e morrem mais jovens.

“Nascem mais homens que mulheres, mas a mortalidade entre os homens, mesmo a natural, é maior que entre as mulheres. A diferença da expectativa de vida ultrapassa seis anos. Contribui para essa distância a violência nos grandes centros urbanos brasileiros”, disse o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.

Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.

Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens."

Fonte: IBGE

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Economia do Brasil /Roteiro de Estudo parte II

Assunto: Evolução da economia brasileira /Processo de Industrialização
Atenção alunos de terceiras séries !!
Tarefa individual valendo nota para o segundo bimestre. Desenvolva o exercício em seu caderno e traga para correção em aula na semana de 27 e 28/6

Fontes de pesquisa : xérox resumo: Evolução da economia do Brasil- Processo de Industrialização ou outros sites na rede

Operários/Tarcila do Amaral /1930

1) Por que, apesar de ser permitido a implantação de fábricas no país a partir de 1808, o processo de industrialização no Brasil só toma impulso após a República (1890)?

2) De que forma a atividade econômica da cafeicultura favorece o processo de industrialização do país?

3) Onde se concentravam, e que tipos de indústrias estavam presentes no país, no final do século XIX e inicio do séc. XX?

Interior de fábrica em São Paulo / início seculo XX

4) O que é e quando acontece no país a Industrialização por Substituição das Importações?

5) Quais as implicações da 1ª GG e a crise de 1929 nos estados Unidos da América na economia brasileira ?

6) Quais as principais características da política econômica da Era Vargas?

7) Que relação existe entre os processos de urbanização e industrialização no país?

8) O que significa urbanização do tipo Metropolizadora?

9) Quando chegam ao Brasil as empresas denominadas transnacionais e que fatores as atraíram?

10) O que caracterizava o Plano de Metas de Juscelino Kusbicheck ( JK) em 1955?

11) Quando se desenvolvem as indústrias de bens de consumo duráveis como automobilística e eletrodomésticos?

12) Qual as principais características da economia brasileira durante o período da Ditadura Militar?

13) Quando se pode afirmar que o processo de industrialização no Brasil está completo? Explique esta evolução

14) Explique e localize no tempo os processos de concentração e dispersão industrial no pais ?

15) Quando ocorre e por que é chamado de período do ” Milagre Brasileiro”?

16) Explique o que é e quando se inicia a política econômica “ Neoliberal” no país ?

17) Qual a importância econômica do Agronegócio no Brasil de hoje?

18) Quais os tipos de indústrias de maior valor de produção e quais empregam maior mão-de-obra no país hoje?

19) O Brasil é considerado, sob o ponto de vista econômico hoje um pais Emergente. O que isto significa?

20) Que mudanças vem acontecendo recentemente em relação ao volume e composição dos produtos na pauta de exportação brasileira?

21) Conceitue BRICS e fale da sua importância econômica mundial

terça-feira, 14 de junho de 2011

Vulcão chileno em erupção causa transtornos no Cone Sul

Assim como aconteceu há meses atrás na Europa , um vulcão em erupção, o Puyehue no chile, vem causando transtornos na aviação, desta vez atrapalhando os vôos entre Brasil, Uruguai, Chile e Argentina. As consequências não param por aí....
"O Puyehue tem 2.440 metros de altura e fica na Patagônia chilena, em meio à Cordilheira dos Andes. As duas cidades mais populosas próximas ao vulcão são Osorno, no Chile, e Bariloche, na Argentina. Desde a ultima erupção em 1960, o Puyehue não dava sinais de perigo. No último sábado (4), o vulcão despertou e transformou as paisagens próximas ao local.....Em toda a região próxima ao vulcão, pelo menos 3,5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Agora, o grande perigo está nos rios. O Rio Nilahue, que antes era cristalino, está com uma cor de chocolate. Além disso, a temperatura da água chegou a 45°C devido ao material incandescente que caiu sobre o rio." Fonte : G1 13/6/2011

Se o vulcão continuar em atividade nos próximos dias ou no próximo mes irá, sem dúvida, prejudicar a temporada de turismo de inverno que se aproxima na região. A cidade de Bariloche, famosa pelas práticas de esqui, poderá ficar vazia este ano...

Infográfico vulcão Puyehue - versão 1 (Foto: Arte / G1)

domingo, 5 de junho de 2011

Por que grandes desastres climáticos estão mais frequentes?

"Especialistas dizem ser impossível, por enquanto, afirmar que o aquecimento global está por trás de eventos como as chuvas da Serra, as de abril de 2010 e 2011 no Rio, as enchentes devastadoras em São Paulo e as ressacas atípicas, como a que atingiu semana passada a orla carioca e de Niterói. Houve ainda chuvas torrenciais no Norte e no Nordeste. Foto: região serrana após as chuvas de 2011
Certeza mesmo há duas. A primeira é que as cidades, ao alterarem profundamente rios, encostas e solos e concentrarem populações contadas na casa dos milhões, geram seu próprio clima e risco. A segunda é que, por sermos muitos, e muitas vezes em lugares de risco, nossa vulnerabilidade nunca foi tão alta aos fenômenos climáticos.
Veja o que falam alguns especialistas :

- Não é surpresa que o Rio de Janeiro tenha sido castigado em dois anos seguidos por violentas chuvas de abril (6 de abril de 2010 e 25 de abril de 2011). Essas chuvas tendem a se tornar mais frequentes - explica Marcelo Seluchi, pesquisador do Centro de Precisão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (CPTEC).

Há dois componentes para o aumento dos desastres naturais no Brasil. Um é humano. Há mais gente, e é maior a população em áreas de risco. O outro é atmosférico. As cidades formam ilhas de calor, com um microclima mais instável.

- A diferença de temperatura (a mínima, principalmente) entre o Centro do Rio e a periferia pode chegar a 4 graus Celsius. Em São Paulo, isso também ocorre. É o fenômeno da ilha de calor - diz Seluchi.

Gilvan Sampaio, do CCST/Inpe, destaca que, nos últimos cinco anos, têm sido observadas mudanças na distribuição das chuvas ao longo do ano:

- Chove o mesmo volume no total, mas ele é mal distribuído. O resultado são tempestades violentas.

Especialista em tempestades, o meteorologista Ernani Nascimento, da Universidade Federal de Santa Maria, frisa:

- É indiscutível que os desastres estão mais frequentes, mas isso acontece porque estamos mais vulneráveis....Nascimento chama a atenção para o fato de, nos últimos anos, terem sido registrados no Atlântico, junto à costa do Brasil, fenômenos com características de ciclone tropical, como furacões. O mais famoso deles foi o Catarina, em 2004, classificado como o primeiro furacão brasileiro

- Não sabemos se eles já ocorriam e só agora são registrados, graças à melhora na tecnologia. Ou se são fenômenos novos. Sempre tivemos ciclones extratropicais. Mas ciclones tropicais têm ventos mais fortes e características diferentes e não existiam nessa parte do Atlântico - pondera Nascimento."

Fonte: oglobo.com /5/6/2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crescimento do PIB entre os BRICS


"Com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto dos bens e serviços produzidos no país) do primeiro trimestre nesta sexta-feira, 3 de junho de 2011, o Brasil aparece na quarta colocação, entre os países emergentes que formam o acrônimo Brics, na variação em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A China lidera o rol do crescimento, com alta de 9,7%, seguida pela Índia, com avanço de 7,8%. A África do Sul aparece em terceiro, com alta de 4,8%, à frente do Brasil que registrou expansão de 4,2%. Em quinto lugar, vem a Rússia, com alta de 4,1%.

Rebeca Palis, do IBGE, chama a atenção, porém, que em termos de PIB per capita, China e Índia ainda permanecem atrás do Brasil. -Embora apareçam na frente, ainda têm PIB per capita bem abaixo do brasileiro.

O PIB per capita da China ficou em US$ 7,4 mil, o da Índia, de US$ 3,4 mil e o do Brasil, US$ 10,9 mil, em poder de paridade de compra, referente a 2010, segundo dados do Banco Mundial."

Fonte : Banco Mundial

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Partilha da África

Atenção alunos de segundas series !!! Para melhor entender o assunto e ajudar no estudo da prova da semana próxima.
Desenvolvendo em classe o conteúdo "processo de industrialização" caímos no ítem "Partilha da África" consequencia direta e portanto localizada cronologicamente em pleno período da segunda revolução industrial . O Salageo selecionou trechos de uma postagem, sobre o assunto, do site Café História . É só conferir adiante
" O desenvolvimento do capitalismo industrial , ocorrido na Europa na segunda metade do século XIX, criou a necessidade de buscar novos mercados de investimentos para o capital excedente gerado na Europa, garantindo o escoamento da gigantesca produção industrial e o fornecimento de matéria-prima....Até o início do século XIX, o interior da África era desconhecido para os europeus. Em meados desse século, com a divisão de quase todo o território asiático completada, os governos europeus voltaram seus interesses para o continente africano.....Em 1867, foram descobertas as jazidas de diamantes do Transvaal. Logo depois, importantes reservas de cobre foram encontradas no território da futura Rodésia. Iniciou-se então a partilha do território africano....A França foi um dos primeiros países a conquistar colônias na África. Em 1830, a Argélia foi ocupada...Em 1844, o Marrocos foi parcialmente submetido ao controle francês e, em 1854, foi a vez do Senegal. Partindo desses pontos, a França avançou para o interior do continente, conquistando a Guiné, o Gabão, uma parte dos territórios do Congo e do Sudão. Em 1910, esses territórios formavam a África Ocidental Francesa....O projeto colonial inglês, definido na expressão “do Cairo ao Cabo”, era unificar numa única colônia todos os territórios compreendidos entre a colônia do Cabo (Sul da África) e o Egito (Norte da África)....Entre 1888 e 1891, o Quênia, a Somália e Uganda foram incorporados ao império britânico. Em 1899, os ingleses tornaram o Sudão da França e o Transvaal dos bôeres, população de origem holandesa que lá estava desde o século XVIII....Alemanha, reclamava para si o território de Zanzibar. Além dessa colônia, a Alemanha havia conquistado, entre 1884 e 1885, os territórios de Camarões, Togo e Namíbia (Sudoeste africano).Não podemos esquecer Portugal, que havia muito tempo tinha colonizado a costa de Angola e Moçambique, Guiné-Bissau e as ilhas de Cabo Verde....A região central do continente africano era disputada por vários países europeus. Para decidir a questão, foi organizado um congresso internacional em Berlim. Foi a denominada Conferência de Berlim (1884-1885).O congresso reconheceu a soberania belga sobre o Congo.... O RESULTADO DA COLONIZAÇÃO No final do século XIX, praticamente todo o mundo estava dividido e dominado pelas potências imperialistas da Europa Ocidental. Em geral, os povos conquistados eram sociedades praticamente auto-suficientes, com uma produção capaz de suprir suas necessidades. A penetração do capitalismo nessas regiões quebrou esse equilíbrio. As colônias tinham, para os conquistadores, funções econômicas específicas: suprir a metrópole das matérias-primas necessárias e absorver grande parte do capital excedente da metrópole. Para atender à primeira função, os nativos tiveram que sacrificar suas plantações de subsistência e passar a trabalhar nas plantações de produtos que interessavam à metrópole como matéria-prima. Em segundo lugar, toda a economia dos países colonizados foi reestruturada em função das novas necessidades criadas pelos investimentos nas atividades de exportação: ferrovias foram construídas, ligando o interior a portos, sem respeitar as necessidades de integração regional de cada conti-nente. Mas não foi só na Ásia e na África que o neocolonialismo aconteceu. As potências imperialistas disputavam também o mercado que os países independentes da América Latina ofereciam. fonte : caféhistória .ning.com