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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

GeoClipes

Nessa semana, o GeoClipes falará de uma canção que retrata as favelas, de um Brasil pós-ditadura que vivia uma intensa crise sócio-econômica, mas que estava em ótima fase quando se tratava de música.

Em 1986, a banda "Os Paralamas do Sucesso" lança o álbum "Selvagem?" E trás na primeira faixa a música Alagados, que fala dos problemas das favelas de uma forma geral, mas usando 3 favelas como pano de fundo:

Alagados

Alagados, que dá nome à música, na verdade são um conjunto de favela das áreas do Uruguai, Jardim Cruzeiro e Massaranduba, bairros da periferia de Salvador. O nome saiu do fato de que os moradores dessas favelas morarem em palafitas na área da Península Itapagipana, sobre mangues e adentrando o mar da baia de Todos os Santos.

Na década de 40, a região começou a ser aterrada com entulhos trazidos da praia da Ribeira, e começou a ser urbanizadas na década de 50.

O lugar também é conhecido por ser um dos primeiros a receber os trabalhos da Irmã Dulce, onde hoje sua sobrinha comanda um complexo de saúde num bairro próximo. Muitos dos moradores tem diversos problemas de saúde e alguns chegam a se alimentar de mariscos que ficam grudados no lodo das palafitas.

Aos poucos, o lugar vai se mobilizando para resolver seus problemas, enquanto o governo promete aterra às áreas de palafitas restantes, que levaria embora o orgulho e a vergonha de Alagados.

Trenchtown

Trenchtown, apesar de ser uma favela Jamaicana, também foi citada na música dos Paralamas, mesmo seu nome na música não sendo compreendido por muitos que escutam a música sem conhecer a letra ou a história da favela em si.

A favela, localizada no sul do subúrbio da capital Kingston, é berço de artistas como Peter Tosh ( da música “Johnny B Good” ) e de Bob Marley, que também uso o nome da favela na música "No Woman, No Cry", onde Vincent Ford, que recebeu o crédito da música de Marley, promovia a “sopa dos pobres”, para os moradores da região.

Não se tem muitas noticias dessa favela atualmente, mas o pouco que se sabe dela não é muito diferente das favelas brasileiras.

Maré

Quem vem de outros lugares para o Rio de Janeiro de avião para desembarcar no Aeroporto do Galeão, avista pelas janelas a Baia de Guanabara, o Cristo Redentor e o Complexo da Maré, conjunto de favelas já denominado como bairro após ter se desmembrado do bairro de Bonsucesso em 1994.

A ocupação da favela começou em meados do século XX, quando o morro do Timbau começou a ser invadido, surgindo barracos e palafitas nos manguezais às margens da Bahia de Guanabara. O aterramento do local começou quando os moradores pediam para os caminhões de entulho despejassem sua carga no local, mas em alguns casos, por iniciativa do poder público.

A violência também é algo preocupante na Maré. Até alguns anos atrás, bandidos dominavam parte da região, comandando o tráfico de drogas e tornando o local inseguro até por quem passava de transporte público na região, já que incêndios à ônibus eram constantes quando a polícia e o tráfico se enfrentavam.

Atualmente, a região foi pacificada pela policia militar, que trouxeram aos moradores mais projetos sociais, comércio e até um teleférico, para o transporte de seus moradores e turistas, além de mais tranqüilidade e paz.

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By: Rodrigo Miguel

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